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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Forasteiros em Limeira

Não está escrito em lugar nenhum que os beneficiados pelo programa de reforma agrária precisam ser da cidade onde se implantou o assentamento.

Mas a pesquisa feita pela ecóloga Rafaela Aparecida da Silva, revelada nesta quinta-feira pela Gazeta, de que só 22% dos acampados do MST no Horto são de Limeira, ajuda a desmontar uma das teses mais usadas pelos defensores do movimento.

Os críticos da postura do prefeito Sílvio Félix quanto ao assentamento fundamentam que a política habitacional de seu governo é falha e que é preciso atender essa gente humilde que quer apenas área para morar e plantar. E que sempre foi mentira a alegação da Prefeitura de que a maioria dos ocupantes era de fora.

A pesquisa sugere indiretamente que o problema habitacional não é exclusividade de Limeira. Se a maioria dos assentados vêm de cidades como Campinas e Cosmópolis, é porque nestas cidades também há problemas no setor.

Como, aliás, há em todo o País, haja vista a adesão em massa dos municípios ao programa "Minha Casa, Minha Vida", que visa minimizar o déficit de moradias em todo o território nacional.

Quando os Sem-Casa, movimento co-irmão do MST, invadiram o antigo prédio do INSS no Centro, a Gazeta pediu, diariamente, que apresentassem uma relação dos ocupantes indicando a cidade de origem de cada um deles.

As lideranças jamais deram a informação; da mesma forma, o MST no Horto.

Talvez porque, sem dúvida, a maioria dos ocupantes é forasteira mesma, como ficou comprovada pela pesquisa.

Se é forasteira, seria mais justo que fossem lutar por espaços de terras em suas cidades, e não em Limeira!

Se querem um lugar para morar, que entrem na lista de mutirão da Prefeitura - já aviso que quem está em Limeira há pelo menos seis anos tem a preferência.

Mas o objetivo do MST é simples: quer fácil a terra, e usa dos argumentos mais nobres para consegui-la, encobertos pela postura irritante das ocupações.

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